aSul'Arte
Educação, reflexão e divulgação Artística
domingo, 9 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Bom Ano 2011
Tendo estado assolada com a época de avaliações, deveres domésticos e familiares não me foi possível desejar-vos um Bom Natal (o qual espero que tenha sido realmente Bom!).
Não quero no entanto que 2010 acabe sem vos desejar votos sinceros de um EXCELENTE 2011!!
Que a crise entre em crise!!
Que todos os vossos sonhos e projectos se concretizem!!
Que tenham muita Saúde!..e Amigos também!! :)
Que haja Paz (paz..paz..paz!) :p
E muito Amor, Alegria e Felicidade nos vossos corações!!
Até p'ró ano!! ;))
Não quero no entanto que 2010 acabe sem vos desejar votos sinceros de um EXCELENTE 2011!!
Que a crise entre em crise!!
Que todos os vossos sonhos e projectos se concretizem!!
Que tenham muita Saúde!..e Amigos também!! :)
Que haja Paz (paz..paz..paz!) :p
E muito Amor, Alegria e Felicidade nos vossos corações!!
Até p'ró ano!! ;))
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Observa, responde e lê
Antes de leres esta publicação observa com atenção esta primeira imagem, elaborada no âmbito da disciplina "Projecto de Artes Visuais Intermédia I 2010" e responde às seguintes questões:
1 - o que vês?
2- o que sentes?
Respondeste? Então agora sim, estás autorizado(a) a ler a mensagem :)
Desafio proposto: Expressar de forma plástica “Índigo worlds” e contribuir para a literacia visual.
Desde o início que a minha opção para este projecto foi o de transmitir a idéia “criança índigo” o mais literal possível, como se de uma campanha publicitária se tratasse.
O processo criativo inicia-se e desde cedo a forma de um “feto” se torna num elemento formal constante a inserir nos diferentes esboços.
Após decisão da composição pretendida, seleccionei a técnica: tinta acrílica sobre tela + marcador azul.
Feto – Linha azul índigo, desenhada de forma intuitiva (sem olhar para a tela) e pretende representar as crianças que estão a nascer. A cor índigo devido à cor das suas auras.
Optei pelo feto para representar as crianças do presente e futuro e também pretendi expressar “mente pura”, “livre de moralismos”, intuitivas e sensitivas.
Arco-íris - Sai das “costas” do feto como se de uma asa se tratasse, sublinhando a inocência, pureza e honestidade das crianças numa sensação de queda dos céus, de uma “dádiva espiritual”;
É a decomposição da luz branca. As crianças índigo estão associadas a seres clarividentes, seres da Luz.
Representa também o lado racional, energia e a habilidade de a ver e a compreensão fácil das leis universais.
Luz Vermelha – Situada entre as sobrancelhas, no chakra frontal “do terceiro olho”, cuja cor é a índigo e representa “intuição”. A intermitência da luz vermelha pretende sugerir um “alerta” , uma chamada de atenção para o nosso lado mais intuitivo.
Remete-nos também para uma batida cardíaca, sinónimo de vida!
E agora diz-me, a tua resposta às duas questões colocadas no início desta mensagem coincidem de alguma forma com o que pretendi transmitir?
Breve reflexão sobre o desenvolvimento integral da mente e o nosso sistema de ensino
“O lado esquerdo do cérebro, responsável pelo racional é o que nos ajuda a compreender a lógica dos conceitos. O lado direito do cérebro responsável pelo intuitivo encarrega-se de nos permitir vislumbrar novas possibilidades. Uma educação destas duas inteligências, racional e intuitiva, permitirá então um desenvolvimento integral da mente.”
in Visual Communication – Integrating Media, Art and Science
in Visual Communication – Integrating Media, Art and Science
Apesar de todos os estudos e experiências o indicarem, o nosso sistema de ensino continua longe do ideal que seria o desenvolvimento integral da mente. Os horários dos alunos são maioritariamente constituídos por disciplinas que apelam ao desenvolvimento de uma inteligência racional sendo quase ridiculo o espaço que ocupam as disciplinas ou áreas de cáracter mais criativo e intuitivo.
Nos últimos anos assistimos ainda a uma total desvalorização destas áreas que no primeiro ciclo de ensino, adquiriram um estatuto de “Áreas de Enriquecimento Curricular” e que apesar da maioria dos alunos se inscrever nas referidas, a sua frequência não é de cáracter obrigatório.
A desvalorização mantém-se ao longo do percurso escolar e, inclusivamente nas escolas, são encaradas pela maioria dos docentes das áreas ditas mais racionais como “áreas menores”. É um “escândalo” um aluno reprovar devido à não obtenção de menção positiva a uma área como a Educação Musical ou Educação Visual. Nestas situações chegam a ser colocados em causa os critérios de avaliação previamente estabelecidos, a competência do professor que lecciona e invariavelmente é solicitado a estes que alterem a sua menção porque é “mais fácil” de justificar do que a alteração de uma menção dada a uma disciplina como a Língua Portuguesa ou a Matemática…
A escola que temos há muito se debate com problemas de insucesso sendo que uma das constantes que o explicam é a desmotivação por parte dos alunos e interesses divergentes dos que a escola promove.
Se nos colocarmos no papel de uma criança, sentada dentro de uma sala das 8h às 17h onde lhe é pedido que decore, memorize, copie e explique assuntos que não lhe dizem nada e que pouco sentido prático lhe fazem e quando o mundo fora da escola, é extremamente apelativo, motivador e interessante e pode, nomeadamente através das novas tecnologias satisfazer todo o tipo de curiosidades e ainda oferecer um número considerável de experiências motivadoras, íntegras e criativas como o teatro, a dança, a música, a fotografia, ou outras… Não será difícil perceber “as causas do insucesso”… Mas, para que as taxas de insucesso não tomem proporções que nos envergonhem além fronteiras, elaboram-se estudos a nível nacional e conclui-se que são graves os problemas ao nível do Português e da Matemática. Tomam-se medidas e conclui-se que deve ser alargada a carga horária destas disciplinas… E, neste caso, ignoram-se as experiências e estudos efectuados pelo mundo inteiro, onde se constatam as vantagens que o contacto com diferentes formas de Arte propiciam em todo o processo de ensino-aprendizagem de um indivíduo, incluindo na aprendizagem de áreas de índole mais racional...
O problema desta desvalorização das “Artes” agrava-se com os constantes cortes orçamentais destinados ao ensino. A visão economicista predominante na nossa sociedade é contrária ao desenvolvimento destas áreas uma vez que a sua implementação de forma mais significativa implica gastos orçamentais em materiais e em recursos humanos capacitados.
Por outro lado, o fomentar aprendizagens de forma intuitiva, menos racional e mais criativa implica processos de aprendizagem, de questionamento, de descoberta e crítica do mundo que nos rodeia que talvez não interesse aos actuais poderes politicos instituidos ver desenvolvidas no “comum do cidadão”.
As crianças de hoje são diferentes das de ontem. Índigos ou não, são diferentes porque naturalmente as experiências e ambiente em que crescem é diferente do experiênciado pelos pais ou avós. Na actual sociedade dita de informação e global em que os estímulos visuais são uma constante parece-me natural que exista uma predisposição inata para tentar descodificar estas mensagens, a qual se processa no hemisfério direito do cérebro, responsável pela inteligência intuitiva. É no entanto necessária uma literacia visual para que a aprendizagem e descodificação se processe de forma consciente.
Num mundo em constante progresso é urgente entender que o sistema de ensino deve acompanhar esta mudança. Tornando a escolaridade obrigatória até à idade de 18 anos não se pode esperar que crianças/adolescentes/adultos fiquem presos a um obsoleto sistema de ensino, essencialmente racional e completamente díspar da realidade que é o mundo extra-escola.
O desenvolvimento de ambas as inteligências racional e intuitiva, formam indivíduos mais completos, equilibrados e preparados para os desafios com os quais a sociedade se depara. Metade do que somos é intuição, logo é urgente a implementação e valorização nas escolas de áreas ditas criativas, com programas devidamente estruturados de forma a que se atinja um equilibrio entre as aprendizagens e desenvolvimento das inteligências intuitiva e racional e assim formar efectivamente, indivíduos completos, capacitados para enfrentar novos desafios e aptos a encontrar soluções para os novos problemas que tendem a surgir no actual cenário de desmoronamento da civilização ocidental.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A minha filosofia de ensino
As aulas devem ser momentos de reflexão, de descoberta e de partilha mútua de experiências que contribuam para desenvolver as capacidades intelectuais e emocionais dos alunos. Dar um sentido prático aos conteúdos abordados nas aulas e relacioná-los com outros saberes e competências, despertar a curiosidade e motivar um interesse pela pesquisa de novos saberes/formas de expressão, valorizar a originalidade/criatividade aliada ao rigor e disciplina contribuirá para desenvolver a autoconfiança e o sentido de responsabilidade dos alunos para que se tornem adultos íntegros, críticos, criativos, dispostos a superar as suas dificuldades e confiantes nas suas capacidades e escolhas.
“Por aprendizagem significativa, entendo, aquilo que provoca profunda modificação no indivíduo. Ela é penetrante, e não se limita a um aumento de conhecimento, mas abrange todas as parcelas de sua existência.” Carl Rogers
domingo, 7 de novembro de 2010
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